terça-feira, 25 de maio de 2010

Cannes 2010


Então honey, Cannes 2010 já foi...

E claro que nós, como cinéfilas (no bom sentido), não poderíamos deixar de comentar este evento tão importante e tão glamouros o do mundo do cinema. Só desculpem a demora, é que decidimos fazer um apanhado final de tudo, mas no dia "D" esta blogueira que vos escreve ficou sem internet (e sem telefone, e sem tv à cabo. Triste, eu sei).

Então honey...mas o festival desse ano me pareceu meio...sem graça. Nenhuma filme digno de hoooras de aplausos, declarações polêmicas ou ahazos no red carpet. Senti falta de mais estrelas, apesar de a ganhadora de melhor atriz este ano ser uma das maiores atrizes do mundo, uma das minhas preferidas, Juliette Binoche, a mesma do cartaz do festival, amo. Seu discurso foi emocionado, assim como o de Javier Bardem, que declarou seu amor à Penélope Cruz (como essa mulher consegue ter tudo?). Inveja.

O filme que levou a Palma de Ouro foi um completamente outsider, até para os padrões de Cannes, foi o tailandês "Lung Boonmee Raluek Chat", do diretor Apichatpong Weerasethakul (não me perguntem como se pronuncia!) que é baseado numa fábula budista sobre um homem que decide passar os últimos dias de vida na selva, onde encontra o fantasma de sua mulher morta e o filho desaparecido, que tomou a forma de um animal. Estranho, mas interessante, deve ser um drama com toques de realismo fantástico, que eu particularmente adoro.

Cena de "Lung Boonmee Raluek Chat"

Os franceses entretanto, torceram o nariz, mas em compensação, além de premiarem Binoche, também premiaram como melhor diretor o até então conhecido como ator, Mathieu Almaric, do maravilhoso "O Escafandro e a Borboleta" (recomendo, mas ó, tem que estar na vibe).

Segue a lista:

Palma de Ouro
"Lung Boonmee Raluek Chat", de Apichatpong Weerasethakul
Ator
Javier Bardem - "Biutiful"
Elio Germano - "La Nostra Vita"
Atriz
Juliette Binoche - "Copie Conforme"
Direção
Mathieu Amalric - "Tournée"
Roteiro
Lee Chang-Dong - "Poetry"
Curta-metragem
"Un Chienne d'Histoire", de Serge Avedikian
Camera d'Or
"Año Bisiesto"
Prêmio do júri
"Un Homme qui Crie", de Mahamat-Saleh Haroun
Grande Prêmio
"Des Hommes et des Dieux", de Xavier Beauvois

Este não foi um ano dos "diretores de marca", estavam lá Ken Loach e Woody Allen, entre outros, mas foi só para marcar presença mesmo, na verdade o diretor que mais chamou a atenção não estava lá, o Iraniano Jafar Panahi, preso em Teerã por se opor ao governo, triste. Outra não-presença que causou muito corre-corre e burburinho foi a do "monsieur Nouvelle Vague", Jean-Luc Godard, que teve seu mais novo filme apresentado por lá - "Film Socialisme", mas não foi para a coletiva. Quero assistir!!!

O festival também recebeu grandes estrelas do passado, Alain Delon e Claudia Cardinale, mostrando que o tempo é cruel até mesmo com os mitos:

Alain Delon com sua filha e Claudia Cardinale, meda.

E o único brasileiro que causou por lá foi Cacá Diegues com o documentário "5 x Favela, Agora por nós mesmos", que é a reunião de cinco curtas realizados por jovens cineastas provenientes de comunidades carentes. Sim, favela movie ainda é o que fazemos de melhor, aparentemente.

Dos modelitos do Red Carpet quem deve falar mais é minha parceira Veras, mas já adianto que não amei nenhum, as melhores foram Salma Hayek num modelo rosa com lindos detalhes dourados (deve ser ouro de verdade), e Emily Blunt, que ahazou no vermelho justo com renda, só no corpão, quem pode, pode:

Praticamente uma francesa.

Emily Blunt te despreza.


Então honey...é isso, logo tem mais, bjosmisigam.

3 comentários:

Mônica Veras disse...

Muy bueno. rs

Fran disse...

Obrigada pela visitinha ao meu blog. Adorei!
Também adorei o seu e já estou seguindo!
Bjs.

http://clube-belas-mulheres.blogspot.com

Anônimo disse...

O cartaz ficou interessante.

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